O objetivo deste blog

O objetivo deste blog não é atingir a ninguém, até porque nem acho que alguém algum dia lerá algo do que está aqui. O que faço aqui é só uma forma de colocar minhas ideias pra fora, já que tenho falta de amigos que gostem de se informar e muito menos de conversar sobre estes assuntos. Escrevo no blog porque ele não ficará fingindo que me ouve enquanto espera que eu me cale para que possa mudar de assunto. O blog registra minhas ideias. Entretanto, sou leigo em todos os assuntos abordados aqui e, portanto, o que expresso é apenas minha opinião. Quem quiser saber se o que escrevo tem fundamento deve pesquisar na internet, em jornais, livros, na sua própria consciência e na observação das atitudes das pessoas que o cercam.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Dança das cadeiras. Como funciona...

            Vai começar a dança das cadeiras. Mais uma troca de ministros. Existem 39 ministérios e, sem contar a próxima troca, já são 60 ministros (notícia dada por Gabriel Castro). No momento em que escrevo estas linhas, ainda não li a reportagem toda. Li apenas o primeiro parágrafo e mais duas frases. Até porque o assunto que pretendo falar hoje é sobre isso, mas não é exatamente isso.

            Eu tenho um sério problema em aceitar como são feitas as indicações de ministros de Estado e outros cargos de confiança, como presidente do BB, da Petrobras, da Caixa, entre outros. O governo fala em dar X ministérios para o PMDB, Y ministérios para o PSB, Z ministérios para o PT e assim por diante, porque estes são os partidos da base aliada. “Estes são os que nos apoiaram durante as eleições e nos apoiam hoje nas votações no Congresso.” Ora, a Presidente da República tem o poder de escolher o melhor profissional do Brasil de cada área especializada para cada ministério. Por que ela escolhe um político? O que o político A entende de energia ou mineração? Nada, mas ele é do partido aliado, o partido indicou este nome e nós prometemos que se ganhássemos a eleição, daríamos o Ministério de Minas e Energia para este partido, então, coloquemo-lo lá. Não faz diferença se ele não entende do assunto. O cargo é do partido e o indicado foi ele.

            Pergunto: este tipo de indicação está de acordo com os interesses do Brasil, do povo? Este político A fará um bom trabalho? Tomará boas decisões? Fará o Brasil crescer? E o ministro da educação? E o da saúde?

            Mudando de assunto (sem realmente mudar de assunto), por que quando uma matéria está em pauta para votação na Câmara ou no Senado, os políticos são, no mínimo, coagidos a votar de acordo com os interesses do partido a que pertencem? Por que eles não podem votar de acordo com sua própria opinião? Eles deveriam votar a favor de tal matéria se acreditam que ela será benéfica ao país e votar contra se acreditam que será prejudicial. Não deveriam votar a favor por ordem do partido porque a presidente ofereceu um cargo de primeiro escalão para o partido ou contra porque ela se negou a dar o tal cargo. Desta forma, o que está havendo é compra de votos. O governo compra votos e paga com cargos. E com outras coisas mais que nem vou mencionar. Relembre-me: compra de votos não é ilegal neste país? Ah, tá...

            Mas o que mais me impressiona é que os políticos falam abertamente sobre este assunto. Quando são entrevistados falam mesmo que votaram deste ou daquele jeito porque o governo deu ou não deu o que o partido queria. O governo fala em retirar matéria da pauta porque se for votado agora será derrubado, que se precisa de mais tempo para negociar. No meu entendimento, a arte da política é a arte de convencer, não a de negociar. A política foi desenvolvida neste país nesta forma de negociata. E os políticos acham que isso é política. Que é assim que a política funciona. Eu acho que eles estão com a visão um pouco distorcida. Basta ver o que o Obama precisa fazer com o congresso americano quando quer alguma aprovação deles. É claro que deve ter negociação por lá também, que lá existem vários lobistas, e tudo o mais. Mas ele vai ao congresso fazer discursos, tentar convencer os senadores de que aquele é o melhor caminho a ser seguido. Enquanto por aqui, o governo só fala em negociar com a base aliada ou com quem quer que seja para que a matéria seja votada e aprovada.


            E o mais revoltante é que a grande imprensa da massa também trata isto como se fosse a coisa mais normal do mundo e o STF faz que não vê nada do que acontece. Não era para os três poderes se fiscalizarem entre si? Eu achava que se o Executivo e o Legislativo estão fazendo caquinha, o Judiciário deveria atuar.

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