O objetivo deste blog

O objetivo deste blog não é atingir a ninguém, até porque nem acho que alguém algum dia lerá algo do que está aqui. O que faço aqui é só uma forma de colocar minhas ideias pra fora, já que tenho falta de amigos que gostem de se informar e muito menos de conversar sobre estes assuntos. Escrevo no blog porque ele não ficará fingindo que me ouve enquanto espera que eu me cale para que possa mudar de assunto. O blog registra minhas ideias. Entretanto, sou leigo em todos os assuntos abordados aqui e, portanto, o que expresso é apenas minha opinião. Quem quiser saber se o que escrevo tem fundamento deve pesquisar na internet, em jornais, livros, na sua própria consciência e na observação das atitudes das pessoas que o cercam.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Médicos (escravos) cubanos

Difícil admirar ou mesmo aceitar um governo como o nosso, hipócrita e mentiroso, para dizer o mínimo. Fazem tudo igual ao que denunciam como pernicioso. Reclamavam do PSDB quando privatizava empresas e privatiza estradas, portos e aeroportos. Reclamavam do PSDB por aumento dosjuros básicos da economia e aumentam os juros ao primeiro sinal de dificuldade. Acusavam o governo de corrupção quando eram oposição e agora são, talvez, o governo mais corrupto da história do país. E por aí vai.

Só para adicionar mais uma, copio o artigo abaixo:


 A MÁFIA CUBANA DESVENDADA   
Percival Puggina

Durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, os boxeadores Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux abandonaram a delegação cubana com o intuito de se tornarem profissionais na Alemanha. Não foi uma fuga qualquer, dessas que acontecem quase sempre que um grupo de atletas ou artistas daquele país viaja ao exterior. A dupla era a joia da coroa cubana no Pan e o boxe divide com o baseball a condição de esporte mais popular da Ilha. Por lá, ser bom boxeador significa estar livre das aflições alimentares do comunismo. A notícia da fuga levou Fidel a escrever um artigo no Granma declarando que "nos nocautearam com um golpe direto no queixo, faturado com notas americanas". Duas semanas após, os dois foram capturados numa praia de Araruama. Dado que atletas cubanos no exterior têm seus passaportes retidos pelos comandos das delegações, a dupla estava sem documentos e foi levada presa para a Polícia Federal em Niterói.

            Se fosse você a decidir, o que faria com ambos, nesse caso? O governo brasileiro fez o contrário. Deportou-os imediatamente para Havana onde, nos meses seguintes, comeram, em pequeníssimas porções, o pão que o diabo amassou. E foi tudo que comeram. Tendo feito o oposto do que você e eu faríamos, nossas autoridades, por eminentes porta-vozes, asseveraram que ambos estavam arrependidos e que pediram para voltar aos afagos de Fidel. Era uma afirmação tão verdadeira e tão sincera quanto qualquer "Me traíram!" de Lula. Tanto assim que, meses após, ambos tornaram a escapar da Ilha. Hoje exercem sua atividade, como cidadãos livres, nos grandes centros mundiais desse esporte.

            No mesmo ano de 2007, o criminoso italiano Cesare Battisti, comunista e terrorista, ladrão e assassino, condenado em seu país por várias mortes, fugiu da França onde estava refugiado. Havia risco de revogação do benefício, o que determinaria sua extradição. Com documentos falsos, Battisti acertou na mosca vindo para o Brasil petista, onde recebeu tratamento de companheiro. Iniciou-se aqui uma longa discussão sobre seu destino. O que faria você, diante do pedido de extradição formulado por país amigo em relação a um criminoso condenado em várias instâncias? Mormente se você fosse a autoridade que antes enviara dois inocentes de volta para Cuba?  Pois é, o governo brasileiro, enrolou, enrolou e fez o oposto, contrariando, inclusive, a posição recomendada pelo Conselho Nacional de Refugiados e a decisão do STF. Concedeu-lhe refúgio e criou uma encrenca com a Itália. Battisti, hoje, trabalha na CUT.

            Temos, agora, o caso da cubana que abandonou o programa Mais Médicos e está sob proteção da bancada federal do DEM. O que faria você? Acolheria o pedido de uma mulher que rompeu o silêncio daomertá e revelou a máfia cubana exportadora de médicos? Até quem conhece, como eu, a realidade daquele país e sabe que é pura balela a "generosa solidariedade cubana", se surpreende com a revelação da doutora Ramona. Ela provou ser contratada não pela Organização Pan-Americana de Saúde (como se contava por aqui) mas por uma empresa, uma Sociedade Anônima, criada em Cuba no ano de 2011, que abocanha 76% do valor pago pelo Brasil. Quem são os sócios dessa tão lucrativa empresa? Nada foi dito.

            Por enquanto, tudo indica que o governo brasileiro, mais uma vez, fará o contrário do que você e eu faríamos. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, já antecipou que fora do programa Mais Médicos ela terá seu visto de permanência revogado, presumindo-se que o avião no qual deixará o Brasil terá seu nariz apontado para o Caribe.

            A mais insensível das criaturas humanas reconhecerá na situação dos médicos cubanos atuando no Programa Mais Médicos uma condição de escravidão. Quem se recusa a admiti-lo sonha com uma sociedade onde, em vez de o Estado existir para as pessoas, as pessoas existem para o Estado. Por isso, num regime comunista, um atleta é um atleta do Estado. Um médico é um médico do Estado. E ambos têm que fazer o que o Estado lhes determine. Bom, isso a gente sabia. A novidade é a máfia.

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Percival Puggina (69) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, membro do grupo Pensar+.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

PT vs PSDB - Esquerda vs Direita?

Hoje copiei um post do Paulo Roberto de Almeida, que copiou um do Rodrigo Constantino, que comentou uma coluna do Paulo Guedes. Quem copia de um, faz plágio. Como copiei de vários e citei as fontes, fiz uma pesquisa.

É pelo que está escrito abaixo que digo: no Brasil, votar é como ir a um mercado para comprar maçãs e só encontrar maçãs podres. A diferença é que no mercado você acaba desistindo do que está podre e compra laranjas, bananas ou até nada, enquanto na urna (voto obrigatório neste país), somos obrigados a escolher algumas dessas maçãs podres para compor a Câmara, outras para o Senado, uma para a presidência, etc. E no final, acabamos é com um gigante abacaxi. No próximo post, pretendo falar um pouco sobre eleições e campanhas eleitorais.
Rafael

A armadilha social-democrata do baixo crescimento - Rodrigo Constantino

Os irmãos siameses, e inimigos cordiais (por parte do PSDB) ou irracional e pernicioso para o Brasil (da parte do PT) da política brasileira, tucanos e petistas, exibem basicamente as mesmas políticas econômicas, como demonstram tanto Paulo Guedes como Rodrigo Constantino.
Uma pena, pois o Brasil pena (com perdão pela redundância) para crescer a taxas medíocres de 2 a 3%. Isso não é o mais grave, pois os EUA também cresceram a taxas modestas, mas de forma mais constante e sem os grandes sobressaltos que tivemos, com exceção das crises, mas que não inviabilizam o setor privado como o fazem aqui, uma vez que lá o Estado tem um peso menor na economia.
O Brasil está condenado ao baixo crescimento estrutural, por causa do ogro famélico que se chama Estado.
Paulo Roberto de Almeida


03/02/2014
  às 12:02 \ EconomiaPolítica

A armadilha social-democrata do baixo crescimento

O economista Paulo Guedes tem batido insistentemente 
na tecla da armadilha social-democrata do baixo 
crescimento. Tem usado seu espaço às segundas-feiras
 no GLOBO para mostrar como essa mentalidade 
predominante no Brasil tem sido responsável por nossos
 “voos de galinha”: barulhentos, desajeitados e de baixa
 altitude.
Na coluna de hoje, “Chapa quente”, Paulo Guedes 
retoma o tema e joga petistas e tucanos no banco dos 
réus, responsáveis por esse equívoco ideológico que tem nos custado tão caro. Diz o economista:
O fenômeno persiste há décadas. O Brasil segue prisioneiro da armadilha social-democrata do baixo
 crescimento. Com tucanos ou petistas, continua a expansão dos gastos públicos bem acima da taxa de 
crescimento do produto interno bruto. E, para evitar o descontrole inflacionário, sobem também os impostos
 e, mais uma vez, as taxas de juros, derrubando consumo, investimentos e a geração de empregos.
Essa armadilha de baixo crescimento é o resultado da falta de sintonia de nossa classe política com os
 requisitos de uma nova ordem global. Aprisionados por regimes tributário, previdenciário e trabalhista 
anacrônicos, nossa condenação ao crescimento medíocre reflete as contradições entre obsoletas práticas
 políticas social-democratas e as exigências econômicas de mercados globalizados. Os gastos públicos da 
União atingiram quase 1 trilhão de reais em 2013, aproximando-se de 20% do PIB. As despesas do governo
 central com o custeio de pessoal, benefícios previdenciários etc. cresceram 13,6% no ano, mais que o 
dobro da taxa de inflação, que fechou em pouco menos de 6%.
Não há como discordar da essência de sua mensagem. Que serve, também, para derrubar a tese tão 
disseminada por aí de que o PSDB é “neoliberal” ou de “direita”. Nada mais falso. É um partido social-democrata, 
portanto, de esquerda, e tem sua cota de culpa na situação atual do país, o eterno gigante do futuro.
Dito isso, acho injusto condenar igualmente petistas e tucanos. Não resta a menor sombra de dúvidas de
 que o quadro técnico do PSDB é anos-luz à frente do petista. O PSDB tem bons economistas, conta com
 a sabedoria de gente como Gustavo Franco ou Armínio Fraga, enquanto o PT ataca com Guido Mantega
 e Aloizo Mercadante. Não dá nem para comparar.
Além disso, não diria que o PT preserva o modelo social-democrata dos tucanos. A guinada foi claramente
 na direção de um nacional-desenvolvimentismo tacanho, ultrapassado, bem latino-americano e populista.
 A social-democracia tucana deve ser condenada, pois não oferece um mapa de voo mais elevado e 
sustentável, algo que somente o liberalismo pode fornecer. Mas ao menos não seria essa desgraça que
 vemos sob Dilma.
Isso para falar apenas da economia. Mas há todo um ranço autoritário no PT que não encontramos no 
PSDB. O PT, vale lembrar, participa do Foro de São Paulo, que ajudou a fundar, ao lado de ditaduras 
como a cubana, flerta com guerrilheiros das Farc, tem no MST um braço armado no campo, controla 
sindicatos mafiosos, enfim, o PT realmente faz o PSDB parecer “neoliberal” – mas só porque o PT parece 
socialista muitas vezes.
Em resumo, Paulo Guedes está totalmente certo ao alertar para essa armadilha do baixo crescimento da 
social-democracia, que tanto parte do PT como o PSDB abraçam. Mas exagera na dose ao condenar 
ambos na mesma medida, uma vez que sabemos do potencial infinitamente maior de causar estrago – 
econômico e social – dos petistas.
Rodrigo Constantino